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segunda-feira, 10 de março de 2014

Neeeeemo? Que nome legal!

Faz um tempo que estou querendo escrever sobre esse assunto, mas esqueço...
É a minha memória...
Está cada dia pior.
Minha frase recorrente é "Eu já te contei isso?".
Eu acho que o meu HD lotou. Muita informação para guardar... Que ano foi a independência do Brasil, a raiz quadrada de 144, quanto pesa cada filho, a coreografia da aula de jazz, qual amiga do Facebook está em NY e qual está em Maceió (suuuuper importante), qual o nome do livro que eu recebi indicação, o nome do meu marido...
Falando em meu marido, ele é hors concour. Lembra do lance do gol do SFC de 1980, mas não lembra de levar a carteira quando sai para comprar pão.
Dizem que é falta de atenção devido as multitarefas que exercemos no dia dia. Dizem...
Mas então porque é que eu não esqueço de jeito nenhum que o apelido do sorveteiro que ficava em frente ao meu prédio quando eu tinha SEIS anos era Sergipano?
Lembro do meu papagaio Umbrev's e do meu jabuti Totó...
Lembro da primeira coreografia de sapateado que eu dancei com a minha mestra...
Lembro do dia em que eu pisei no meu paraíso particular, há 21 anos, como se fosse ontem...
Lembro como aconteceu cada cicatriz do meu joelho... Inclusive quando minha irmã me acertou com a tampa do porta-joias dela...
Lembro do cheiro dos meus bebês...
De cada cantinho do meu primeiro apartamento quando casei...

Ainda bem...
Nosso cérebro funciona direitinho mesmo.
Muito mais interessante lembrar de coisas assim deliciosas do que abrir espaço no HD para registrar que está faltando sabão em pó!!!

Boa terça-feira pra você e lembre-se: "Continue a nadar, continue a nadar..."!!!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Dumbo na infância

Eu tinha vários complexos com o meu corpo na infância e na adolescência. Odiava várias partes dele.

Por exemplo: Eu tinha uma pinta no dedo do pé (aliás, tenho) que eu escondia a todo custo. Tentei raspar com uma tesoura para ver se saía e como nunca saiu, eu escondia com band-aid.
Bobagem, eu sei... Mas quem entende a cabeça de uma criança?

Essa foi fácil de superar e hoje eu adoro a tal da pinta. O pior de todos os traumas sempre foi a minha ORELHA.

Me chamavam de Dumbo na escola e eu realmente concordava com os pirralhos praticantes do bulling. Eu me achava a mais ORELHUDA do planeta Terra.
Para piorar, eu sempre dancei ballet, contemporâneo e sapateado, e o penteado oficial do espetáculo era coque com TODO o cabelo puxado o máximo para trás possível com gel, laquê e afins. Isso não favorecia nem um pouco o meu problema, pelo contrário, valorizava mais ainda a parte que deveria ficar escondida para todo o sempre.

Olhando as fotos, percebo que não era frescura, não. A orelha até que não era grande, mas era de abano.
Imagem meramente ilutrativa: Google
Acho que a minha mãe nunca cogitou uma cirurgia. Naquela época, essa não era uma opção tão simples quanto é hoje.

Mas a família tinha uma carta na manga. Sou a quarta geração de orelhudos curados com uma técnica lusitana trazida de Portugal pelo meu bisavô: "5 EMPURRADELAS".

A técnica é simples e sem contra-indicação:

"De frente para o espelho, leve dois dedos até a orelha e dê CINCO EMPURRADELAS para trás.
Repita isso 3 vezes ao dia até a orelha chegar ao local desejado"

E foi assim que eu convivi e superei minha "dumbice".
Não sei se funcionou ou se com o tempo a minha cabeça cresceu e ficou proporcional.
Só sei que hoje vivo normalmente e tenho uma relação saudável com a minha orelha.

Tanto que uso 3 brincos em cada orelha. Mas ATENÇÃO!!!
Se você vem de uma família de portugueses insensíveis, CUIDADO!!!
A psicologia não está incluída na técnica.

Quando furei o terceiro furo de cada orelha e fui mostrar amarradona para meus pais (que jogavam uma partida de baralho) mesmo depois de todo trauma superado, tive que ouvir:
"Se você acha a sua orelha tão grande, por que fica pendurando um monte de coisas nela? Assim, ela parece maior ainda..."

A técnica é grátis, mas há que ser forte, ora pois!





terça-feira, 10 de maio de 2011

Bisa Olga: Uma pérola ou visão futurística???



Minha avó tem 81 anos.
É uma das 3 bisavós que meus filhos tem. Meu marido tem 2 avós vivas.

A vó Olguinha, na nossa infância, era daquelas avós que cuida de 5 netos com um pé nas costas. Eu e a minha irmã dormíamos toda sexta-feira na casa dela, e às vezes meus primos de São Paulo estavam lá também.

Uma das lembranças mais marcantes que eu tenho das bagunças na casa dela é: os cinco, deitados pela sala, fazendo pedidos de café da manhã como se ela fosse a garçonete. Um queria Nescau gelado. O outro pedia quente. Um dos meus primos só tomava suco de laranja. E todos concordavam com uma coisa: Tostex de requeijão.

Minha vó já tá velhinha, começando a dar trabalho. O tal ciclo da vida...
E eu, que vivo escrevendo as pérolas da criançada da família, hoje vim contar uma da Bisa.

Domingo, dia das mães, almoço de família.
Dei pra ela um exemplar da revista em que o meu texto foi publicado.
Ela nem sabia que eu escrevia num blog, mesmo porque, ela não faz IDÉIA do que vem a ser isso. Mas mesmo assim eu expliquei para ela entender a coisa toda.

Na hora que ela estava se despedindo, disse emocionada:

- Filhinha, a revista ficou linda, parabéns!
- Obrigada, vó. Me aguarde, logo logo eu tô no Jô!
- Que dia? Me avisa para eu não perder, hein!

Otimismo é genético, agora tenho certeza!!!


Minha irmã, a Olga e eu.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

O retorno do "Sabugo de Milho é Gente"

Quando reestreou o "Sitio do Picapau Amarelo" (agora sem o hífen) o Theo tinha 1 ano e 6 meses.
Eu adorava assistir com ele na TV, e ainda tinhamos a fita cassete (sim, ainda não tinha DVD).

Eu tinha me apresentado no musical do Sítio, pela academia que eu dançava, em 1998, e a história da fita cassete, era exatamente a do musical. Curtia mais ainda!

Foi febre na época. O Theo tinha o boneco do Saci e do Visconde de Sabugosa.

Só que aqui esse último era chamado por um apelido muito particular: Sabugo de milho é gente.

Como se já não bastasse um nome tão complicado para um rapazinho tão pequeno, ele inventou um mais difícil ainda. Isso tudo graças ao meu amado Gilberto Gil, que diz:

"Boneca de pano é gente,
Sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão belo
Sítio do Pica-Pau amarelo"


Outro dia estávamos na casa da minha mãe e a Lia desenterrou os dois para brincar. Apaixonou no Visconde e queria trazer para casa.

- Pode levar, filha, mas leva o Saci também.
(bico)
- Não quero, ele tá com a perna quebrada.

Expliquei a estória do Saci, mas não teve jeito. Veio só o Visconde.

Ontem entrei no quarto dela e vi uma cena muito interessante. O Visconde já participa da aulas da "Tia Lia" e estava no meio das bonecas.
Foi aí, que eu lembrei do apelido do aluno novo.
Corri para o quarto doTheo para contar a história, mas ele não lembra...
Tudo bem, agora não esqueço mais também!!!

Ai... quantas histórias dos meus pequenos estão perdidas pela minha memória.
Mas vou lembrando e eternizando por aqui!!!


Olha ele aí!!!


Vocês acham que ela aceitou ficar de fora da foto?
Nem pensar.
Se enfiou debaixo da estante, mesmo...