Eis a razão do meu sumiço (ou parte dela, considerando que tenho 3 bagunceiros de férias): Minha vida virtual foi invadida pelos meus filhos...
Agora eles fiscalizam e censuram tudo que eu faço, posto e escrevo...
Inclusive, eles devem estar lendo isso agora!
Eles estão por toda parte... No Facebook até já curtiram a página do blog. Deve ser para receber as atualizações e me intimar. O Instagram que era a minha única zona de conforto e sossego também já foi invadida...
E o pior: Contaminaram a pequena Lia, explicando como funciona:
- Cuidado, Lia! Ela tira foto sua de toalha na cabeça, posta no blog e depois no Facebook...
- E daí, Luca...
- E daí que todo mundo vê... Quer ver quem tem Facebook, Lia? Vem cá!
E mostra a lista de pessoas que estão por lá...
A menina chora e fala:
- Ah não, mãe!!! Não quero!!!
Eu mereço uma coisa dessas?
Que blogueira materna merece essa marcação tão acirrada?
Será o fim dos registros?
Como poderei eu contar minhas histórias de excrementos e porcarias produzidas por eles sem causar o constrangimento geral da nação?
E a adolescência que está batendo em nossas portas?
Preciso de ajuda para combater esses monstros cheios de hormônios e agressividades gratuitas...
SOCORRO!!!!!!
Claro que era para postar...
Mas era só pra dizer que diante dessa cena e do pedido de "Mãe, amarra uma toalha na minha cabeça igual você?" eu lembrei perfeitamente da sensação de não conseguir equilibrar a toalha na cabeça na primeira vez que eu amarrei na minha!
Precisava registrar!
Foi bom ver ela querendo me imitar!
Foi bom lembrar essa sensação!
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Tão diferente da mãe...
Eu sempre achei moleza criar filhos... Até tê-los, claro!
A teoria era simples: repetir as coisas boas que minha mãe e meu pai fizeram, e as regras que eu discordava, deixar bem longe da minha casa.
Só que meus filhos são diferentes de mim... Querem e gostam de coisas diferentes, obviamente.
Eu adoro observar essas diferenças e quem mais me surpreende é a minha caçulinha.
Já começa pelas coisas que ela adoraria vestir... Adoraria (percebeu) mas não veste...
É perua demais para o meu gosto. Sorte dela que tem uma mãe sensata para equilibrar tanto rosa e brilho que ela tem vontade de expor por aí.
No aniversário dela, há duas semanas, ela me surpreendeu mais uma vez.
Comemoramos passando a tarde com seis amigas dela. Mesmo ocupadíssima durante o dia intenso, depois que ela descobriu que todos os telefonemas do dia eram para ela, tocava o telefone, ela largava TUDO e saía correndo para atender.
Eu jamais atrapalharia a brincadeira dela para receber os parabéns... Por mim, atenderia por ela e passaria o recado.
Eu ODIAVA atender "telefonema de parabéns" da família inteira... (e ainda a secretária do meu pai, e a costureira da minha vó que falava TODO ANO as mesmas frases com o mesmo final: um beijinho na ponta do nariz)
Eu jurava que não ia fazer meus filhos passarem por isso... Hoje no facebook, eles lêem 30 desejos de felicidade no mesmo tempo que eu tinha que atendia UM telefonema:
- Muita saúde... ... ... ... ...
- Obrigada!
- Muitos anos de vida... ... ... ... ...
- Obrigada!
- Um beijinho na mamãe... ... ... ... ...
- Obrigada!
- Um beijinho no papai... ... ... ... ...
Mas como a Lia veio para bagunçar o meu coreto, já vi que vai fugir de todas as regras e trilhar uma personalidade beeeem diferente da minha... Não reclamo!
Ainda me sobram dois meninos para trocarmos olhares quando toca o telefone...
- Liaaaaaaaaaa!!! Ateeeeeeende!!!
A teoria era simples: repetir as coisas boas que minha mãe e meu pai fizeram, e as regras que eu discordava, deixar bem longe da minha casa.
Só que meus filhos são diferentes de mim... Querem e gostam de coisas diferentes, obviamente.
Eu adoro observar essas diferenças e quem mais me surpreende é a minha caçulinha.
Já começa pelas coisas que ela adoraria vestir... Adoraria (percebeu) mas não veste...
É perua demais para o meu gosto. Sorte dela que tem uma mãe sensata para equilibrar tanto rosa e brilho que ela tem vontade de expor por aí.
No aniversário dela, há duas semanas, ela me surpreendeu mais uma vez.
Comemoramos passando a tarde com seis amigas dela. Mesmo ocupadíssima durante o dia intenso, depois que ela descobriu que todos os telefonemas do dia eram para ela, tocava o telefone, ela largava TUDO e saía correndo para atender.
Eu jamais atrapalharia a brincadeira dela para receber os parabéns... Por mim, atenderia por ela e passaria o recado.
Eu ODIAVA atender "telefonema de parabéns" da família inteira... (e ainda a secretária do meu pai, e a costureira da minha vó que falava TODO ANO as mesmas frases com o mesmo final: um beijinho na ponta do nariz)
Eu jurava que não ia fazer meus filhos passarem por isso... Hoje no facebook, eles lêem 30 desejos de felicidade no mesmo tempo que eu tinha que atendia UM telefonema:
- Muita saúde... ... ... ... ...
- Obrigada!
- Muitos anos de vida... ... ... ... ...
- Obrigada!
- Um beijinho na mamãe... ... ... ... ...
- Obrigada!
- Um beijinho no papai... ... ... ... ...
Mas como a Lia veio para bagunçar o meu coreto, já vi que vai fugir de todas as regras e trilhar uma personalidade beeeem diferente da minha... Não reclamo!
Ainda me sobram dois meninos para trocarmos olhares quando toca o telefone...
- Liaaaaaaaaaa!!! Ateeeeeeende!!!
| Nunca peguei um coelho no colo... Medo! |
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terça-feira, 8 de maio de 2012
Dumbo na infância
Eu tinha vários complexos com o meu corpo na infância e na adolescência. Odiava várias partes dele.
Por exemplo: Eu tinha uma pinta no dedo do pé (aliás, tenho) que eu escondia a todo custo. Tentei raspar com uma tesoura para ver se saía e como nunca saiu, eu escondia com band-aid.
Bobagem, eu sei... Mas quem entende a cabeça de uma criança?
Essa foi fácil de superar e hoje eu adoro a tal da pinta. O pior de todos os traumas sempre foi a minha ORELHA.
Me chamavam de Dumbo na escola e eu realmente concordava com os pirralhos praticantes do bulling. Eu me achava a mais ORELHUDA do planeta Terra.
Para piorar, eu sempre dancei ballet, contemporâneo e sapateado, e o penteado oficial do espetáculo era coque com TODO o cabelo puxado o máximo para trás possível com gel, laquê e afins. Isso não favorecia nem um pouco o meu problema, pelo contrário, valorizava mais ainda a parte que deveria ficar escondida para todo o sempre.
Olhando as fotos, percebo que não era frescura, não. A orelha até que não era grande, mas era de abano.
Acho que a minha mãe nunca cogitou uma cirurgia. Naquela época, essa não era uma opção tão simples quanto é hoje.
Mas a família tinha uma carta na manga. Sou a quarta geração de orelhudos curados com uma técnica lusitana trazida de Portugal pelo meu bisavô: "5 EMPURRADELAS".
A técnica é simples e sem contra-indicação:
"De frente para o espelho, leve dois dedos até a orelha e dê CINCO EMPURRADELAS para trás.
Repita isso 3 vezes ao dia até a orelha chegar ao local desejado"
E foi assim que eu convivi e superei minha "dumbice".
Não sei se funcionou ou se com o tempo a minha cabeça cresceu e ficou proporcional.
Só sei que hoje vivo normalmente e tenho uma relação saudável com a minha orelha.
Tanto que uso 3 brincos em cada orelha. Mas ATENÇÃO!!!
Se você vem de uma família de portugueses insensíveis, CUIDADO!!!
A psicologia não está incluída na técnica.
Quando furei o terceiro furo de cada orelha e fui mostrar amarradona para meus pais (que jogavam uma partida de baralho) mesmo depois de todo trauma superado, tive que ouvir:
"Se você acha a sua orelha tão grande, por que fica pendurando um monte de coisas nela? Assim, ela parece maior ainda..."
A técnica é grátis, mas há que ser forte, ora pois!
Por exemplo: Eu tinha uma pinta no dedo do pé (aliás, tenho) que eu escondia a todo custo. Tentei raspar com uma tesoura para ver se saía e como nunca saiu, eu escondia com band-aid.
Bobagem, eu sei... Mas quem entende a cabeça de uma criança?
Essa foi fácil de superar e hoje eu adoro a tal da pinta. O pior de todos os traumas sempre foi a minha ORELHA.
Me chamavam de Dumbo na escola e eu realmente concordava com os pirralhos praticantes do bulling. Eu me achava a mais ORELHUDA do planeta Terra.
Para piorar, eu sempre dancei ballet, contemporâneo e sapateado, e o penteado oficial do espetáculo era coque com TODO o cabelo puxado o máximo para trás possível com gel, laquê e afins. Isso não favorecia nem um pouco o meu problema, pelo contrário, valorizava mais ainda a parte que deveria ficar escondida para todo o sempre.
Olhando as fotos, percebo que não era frescura, não. A orelha até que não era grande, mas era de abano.
![]() |
| Imagem meramente ilutrativa: Google |
Mas a família tinha uma carta na manga. Sou a quarta geração de orelhudos curados com uma técnica lusitana trazida de Portugal pelo meu bisavô: "5 EMPURRADELAS".
A técnica é simples e sem contra-indicação:
"De frente para o espelho, leve dois dedos até a orelha e dê CINCO EMPURRADELAS para trás.
Repita isso 3 vezes ao dia até a orelha chegar ao local desejado"
E foi assim que eu convivi e superei minha "dumbice".
Não sei se funcionou ou se com o tempo a minha cabeça cresceu e ficou proporcional.
Só sei que hoje vivo normalmente e tenho uma relação saudável com a minha orelha.
Tanto que uso 3 brincos em cada orelha. Mas ATENÇÃO!!!
Se você vem de uma família de portugueses insensíveis, CUIDADO!!!
A psicologia não está incluída na técnica.
Quando furei o terceiro furo de cada orelha e fui mostrar amarradona para meus pais (que jogavam uma partida de baralho) mesmo depois de todo trauma superado, tive que ouvir:
"Se você acha a sua orelha tão grande, por que fica pendurando um monte de coisas nela? Assim, ela parece maior ainda..."
A técnica é grátis, mas há que ser forte, ora pois!
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