terça-feira, 8 de maio de 2012

Dumbo na infância

Eu tinha vários complexos com o meu corpo na infância e na adolescência. Odiava várias partes dele.

Por exemplo: Eu tinha uma pinta no dedo do pé (aliás, tenho) que eu escondia a todo custo. Tentei raspar com uma tesoura para ver se saía e como nunca saiu, eu escondia com band-aid.
Bobagem, eu sei... Mas quem entende a cabeça de uma criança?

Essa foi fácil de superar e hoje eu adoro a tal da pinta. O pior de todos os traumas sempre foi a minha ORELHA.

Me chamavam de Dumbo na escola e eu realmente concordava com os pirralhos praticantes do bulling. Eu me achava a mais ORELHUDA do planeta Terra.
Para piorar, eu sempre dancei ballet, contemporâneo e sapateado, e o penteado oficial do espetáculo era coque com TODO o cabelo puxado o máximo para trás possível com gel, laquê e afins. Isso não favorecia nem um pouco o meu problema, pelo contrário, valorizava mais ainda a parte que deveria ficar escondida para todo o sempre.

Olhando as fotos, percebo que não era frescura, não. A orelha até que não era grande, mas era de abano.
Imagem meramente ilutrativa: Google
Acho que a minha mãe nunca cogitou uma cirurgia. Naquela época, essa não era uma opção tão simples quanto é hoje.

Mas a família tinha uma carta na manga. Sou a quarta geração de orelhudos curados com uma técnica lusitana trazida de Portugal pelo meu bisavô: "5 EMPURRADELAS".

A técnica é simples e sem contra-indicação:

"De frente para o espelho, leve dois dedos até a orelha e dê CINCO EMPURRADELAS para trás.
Repita isso 3 vezes ao dia até a orelha chegar ao local desejado"

E foi assim que eu convivi e superei minha "dumbice".
Não sei se funcionou ou se com o tempo a minha cabeça cresceu e ficou proporcional.
Só sei que hoje vivo normalmente e tenho uma relação saudável com a minha orelha.

Tanto que uso 3 brincos em cada orelha. Mas ATENÇÃO!!!
Se você vem de uma família de portugueses insensíveis, CUIDADO!!!
A psicologia não está incluída na técnica.

Quando furei o terceiro furo de cada orelha e fui mostrar amarradona para meus pais (que jogavam uma partida de baralho) mesmo depois de todo trauma superado, tive que ouvir:
"Se você acha a sua orelha tão grande, por que fica pendurando um monte de coisas nela? Assim, ela parece maior ainda..."

A técnica é grátis, mas há que ser forte, ora pois!





5 comentários:

  1. Oi Ju, sei bem como é a técnica de terapia lusitana.
    Que bom que os traumas foram superados! Há que ser forte!
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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  2. ahhuahuahuuhauauhahuahuahuhuahuahua... tô morrendo de rir!! Cê jurannnn?! Stella é super dumbo! E o pior, vive colocando o cabelo atrás da orelha, e realça mais ainda! Toda vez que vou tirar fotos, mando ela tirar o cabelo de trás da orelha! hahahahaha...

    Vou dar essa dica a ela! Vai que rola... rsrs

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  3. hahahaha
    Jú essa técnica eu não conhecia.... mas vout entar na Laura... Ela tem as orelhinhas de abano...

    Bjossss
    Carol

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  4. Oi Ju, técnica mais diferente essa, mas divertida, vc falou que a parte psicológica fica à parte nesse caso acho que a técnica é a própria psicologia. Minha filha mais velha tem a orelha meio aberta mas ela não liga e nunca falaram nada disso com ela, eu reparei e sempre venho monitorando, mas se ela achar incomodo levo ao médico , mas acho que não será preciso ela é super desencanada por hora , mas o raio da adolescência tá chegando e possa ser que ela mude ( tomara que não ).

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  5. Hahaha! A Lara tem a orelha um pouco de abano! Mas acho que principalmente porque ela é semi-carequinha até hoje! hehehehe

    E essa técnica?

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